quarta-feira, 31 de maio de 2017

A VERDADEIRA IDADE DAS TREVAS É HOJE!

A VERDADEIRA IDADE DAS TREVAS É HOJE!
Por Pr. Vinicius Zulato

PARTE 1

Como chegamos ao mundo que temos hoje? Tudo começou a piorar a partir do séc. XVII, quando a Idade Média entrou em decadência, o domínio da igreja católica diminuiu e a burguesia nascente disse basta. Foi nessa época que surgiu o movimento iluminista, eles assim se chamavam porque entendiam que tinham a responsabilidade de trazer luz para as trevas, em que o homem viva por causa da religião. De fato, a igreja católica tinha tomado um caminho errado e abusivo, distorcendo a verdade de Cristo e transformando a fé em mercado. Os pecados para serem perdoados tinham que ser pagos e a hipocrisia não tinha fim no clero. Diante deste quadro a ciência se ascendeu apresentando um caminho para a modernidade.
Eles propunham que o pensamento lógico e o método científico fossem o caminho para uma revolução da humanidade e traria respostas para as grandes questões da vida. Criaram com isso a famosa dicotomia fé e razão, colocando cada uma de um lado do ringue e as tornando antagônicas e imiscíveis, inimigas uma da outra. A fé é para os supersticiosos e ignorantes, a razão é para os modernos e sábios. Com o tempo essa ideia foi se consolidando na mente da humanidade e a religião passou a ser um tema cultural e de segundo escalão, a Bíblia virou um livro de moral e bons costumes formado por mitos e parábolas. A própria igreja passou a adotar um comportamento segmentado a respeito, criou-se a divisão do mundo secular e do mundo sagrado. No entanto, a ciência não trouxe a resposta para as grandes questões da vida e com isso a humanidade se decepcionou 7 com ela, o avanço tecnológico que criou técnicas para melhorar a produção agrícola não resolveu o problema da fome, mas só reforçou as grandes desigualdades sociais, as novas tecnologias de energias não geraram fontes baratas e acessíveis da mesma, mas novas e poderosas armas de destruição em massa. O mundo percebeu que a ciência só trouxe mais injustiça e tristeza e então também a colocou em segundo plano. Hoje então, essas pessoas creem que não existe uma verdade absoluta, nasceu então o relativismo, cada um é autor da sua história e de sua verdade.

Cada um segue o caminho que desejar, nenhum deles é melhor que o outro, como não há uma verdade fechada é impossível ter um referencial, surge então o embate de ideias e o jogo de poder por meio da palavra, quem é mais convincente prevalece com sua verdade, isso até que alguém apresente algo melhor, pois a verdade é dinâmica e mutante. Essa forma de ver o mundo penetrou na própria igreja trazendo práticas detestáveis a nós, muitos são uma coisa no domingo e outra nos outros dias da semana. “Igreja é uma coisa, trabalho outra”. No entanto, não é assim que a palavra pensa, a Bíblia diz que todas as coisas estão em Cristo e, portanto, o seu desejo é 8 que todo o reino seja resgatado. Na verdade, a Bíblia é a verdade absoluta e por isso ela tem respostas para todas as grandes questões da vida, ela não fala só de vida cristã, mas de política, sexo, arte, comportamento, moda, ciência, tecnologia e todo e qualquer assunto que passar por sua cabeça. Neste livro, queremos apresentar a Bíblia como essa fonte inesgotável e inerrável de respostas para TODAS as questões da vida. Cumprindo desta forma a tarefa que Deus nos deu de trazer luz às trevas, em que as pessoas estão. Infelizmente para nós e para os iluministas ainda estamos na idade das trevas… COMO DEVO LER A BÍBLIA: Eu creio em Deus. Usarei um argumento que não está na Bíblia, e pior ainda, foi feito por um ateu, Imanuel Kant, famoso filósofo alemão, que disse em sua obra “Crítica da razão pura” que existem três ní- veis de crença: 1) Opinião: “Eu acho…” 2) Saber: “Eu tenho certeza e posso provar” 3) Fé: “Eu não tenho como provar, mas tenho certeza” 9 Deus não é uma questão de opinião, é uma questão de fé, portanto, Ele não é objeto de lógica, mas de fé, pois não foi pela lógica que alguém foi alcançado pelo Senhor e sim pela fé. Debater se Ele existe é perda de tempo, Ele está acima disso. A Bíblia não tenta explicar a existência de Deus, não foi para isso que ela foi escrita, mas para nos ensinar como viver segundo a vontade Dele.

Ela só faz sentido para quem crê. A própria palavra de Deus diz isso: “E Jesus, respondendo, disse-lhe: Bem-aventurado és tu, Simão Barjonas, porque to não revelou a carne e o sangue, mas meu Pai, que está no céu.” (Mateus 16.17) “Mas nós pregamos a Cristo crucificado, que é escândalo para os judeus, e loucura para os gregos.” (1 Coríntios 1.23) “Ora, o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parece loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente.” (1 Coríntios 2.14) Portanto, fica claro que só é possível entender a Bíblia por meio do Espírito Santo. Qualquer abordagem que fuja disso é perda de tempo. 10 “Vós sois as minhas testemunhas, diz o SENHOR, e meu servo, a quem escolhi; para que o saibais, e me creiais, e entendais que eu sou o mesmo, e que antes de mim deus nenhum se formou, e depois de mim nenhum haverá.” (Isaías 43.10) “Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que se não veem. Porque por ela os antigos alcançaram testemunho. Pela fé entendemos que os mundos pela palavra de Deus foram criados; de maneira que aquilo que se vê não foi feito do que é aparente.” (Hebreus 11.1-3) Se deixarmos nos levar pelo discurso naturalista, iremos achar que não existe nada além da matéria, da natureza e por isso não há espaço para Deus. Os panteístas fariam o inverso, Deus está em todas as coisas.

O Cristianismo não é nem uma coisa nem outra. A natureza, a criação é a revelação geral de Deus, é sua obra de arte, ela tem sua assinatura. “Os céus declaram a glória de Deus e o firmamento anuncia a obra das suas mãos.” (Salmos 19.1). Crer no Big Bang e no evolucionismo é crer que tudo que existe é obra do acaso. Dizer que somos obra do acaso seria o mesmo que pedir para alguém jogar um quebra-cabeça desmontado para cima e todas as peças caírem montadinhas. Certamente, há por trás de tudo isso a mão de um poderoso agente inteligente, cremos que esse agente seja Deus, o criador de todas as coisas. Cremos também que Ele levantou homens em tempos e situações distintas para revelar a sua vontade e redigir em texto estas verdades. Todas as palavras nas Escrituras são inspiradas por Deus, não crer nelas é desobedecer a Ele. A Bíblia afirma isso: “Toda a escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça; para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente instruído para toda a boa obra. ” (2 Timóteo 3.16-17) “Para que por duas coisas imutáveis, nas quais é impossível que Deus minta, tenhamos a firme consolação, nós, os que pomos o nosso refúgio em reter a esperança proposta. ” (Hebreus 6.18) As Escrituras são nossa autoridade final. Diante de tudo isso surge a pergunta que não 12 quer calar: Por que há tanto esforço para se provar a inexistência de Deus? Não é muito difícil achar uma resposta na própria Palavra: “Porque do céu se manifesta a ira de Deus sobre toda a impiedade e injustiça dos homens, que detêm a verdade em injustiça. Porquanto o que de Deus se pode conhecer neles se manifesta, porque Deus lho manifestou. Porque as suas coisas invisíveis, desde a criação do mundo, tanto o seu eterno poder, como a sua divindade, se entendem, e claramente se veem pelas coisas que estão criadas, para que eles fiquem inescusáveis; porquanto, tendo conhecido a Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças, antes em seus discursos se desvaneceram, e o seu coração insensato se obscureceu. Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos. E mudaram a glória do Deus incorruptível em semelhança da imagem de homem corruptível, e de aves, e de quadrúpedes, e de répteis. ” (Romanos 1.18-23) Aceitar a existência de Deus exige de cada um de nós submissão aos seus propósitos, submissão 13 à sua vontade.

No entanto, se não acreditarmos em sua existência estamos livres da culpa que se deriva de não nos submetermos a essa verdade. Se Ele não existe, não somos obrigados a nos submetermos à sua vontade e com isso estamos livres para conduzirmos nossas vidas da forma que quisermos. O homem precisa então rever a sua humanidade, a palavra humano pela escritura significa: natureza, condição, imagem e semelhança. Na Bíblia aprendemos que fomos criados a imagem e semelhança de Deus e, portanto, temos atributos dele: Somos criativos, emocionais, desejamos estar em grupo, somos religiosos (no bom e no mal sentido). Não somos prisioneiros deste mundo como parafusos em um relógio, somos capazes de reescrever a história. Os naturalistas tentam dar explicações químicas e antropológicas para o amor, a solidariedade e tantas outras sentimentalidades, mas nós cremos no caminhar por meio do sopro de Cristo. Vamos rever tudo o que aprendemos até aqui: Que a Bíblia só pode ser lida pela fé em Deus e em sua inspiração divina, temos que crer que a criação revela o caráter de Deus, que a Escritura é uma das formas pelas quais Ele se revela, que as pessoas 14 tentam descredibilizar a Escritura por que não querem obedecer e seguir a Palavra de Deus, mas seguir o seu próprio caminho. Todo esse caminho que fizemos até aqui foi para percebermos que só é possível ler a Bíblia e compreendê-la pelo Espírito Santo.

Toda a sabedoria humana e científica tem pouco proveito para alcançarmos esse objetivo. Dentro de seu propósito, a Bíblia é infalível, isto é, não contém falhas, contradições ou erros. Por mais que em alguns momentos pareça, ela é a Verdade plena e jamais entra em contradição. Vejamos um exemplo: “Deus não é homem, para que minta; nem filho do homem, para que se arrependa; porventura diria ele, e não o faria? Ou falaria, e não o confirmaria? ” (Números 23.19) “Então o SENHOR se arrependeu disso. Não acontecerá, disse o SENHOR. ” (Amós 7.3) “E o SENHOR se arrependeu disso. Nem isso acontecerá, disse o Senhor DEUS. ” (Amós 7.6) “Então, arrependeu-se o SENHOR de haver feito o homem sobre a terra e pesou-lhe em seu coração. ” (Gênesis 6.6) 15 “Então o SENHOR arrependeu-se do mal que dissera que havia de fazer ao seu povo. ” (Êxodo 32.14) “E se lembrou da sua aliança, e se arrependeu segundo a multidão das suas misericórdias. ” (Salmos 106.45) “E Deus viu as obras deles, como se converteram do seu mau caminho; e Deus se arrependeu do mal que tinha anunciado lhes faria, e não o fez. ” (Jonas 3.10) Ler o primeiro texto e depois os demais de forma displicente nos levaria a ter a impressão de que há uma contradição e, portanto, uma falha na Bíblia; afinal, Deus não se arrepende ou se arrepende? É necessário, portanto, investigar o que os textos querem dizer. O primeiro mostra o caráter e a Palavra de Deus (como disse o autor de Hebreus que lemos um pouco atrás, são imutáveis). Nos outros textos o que se usa é um recurso de linguagem sintática chamado prosopopéia que significa dar características humanas a algo que não é humano (o mesmo que dizer que o céu chorou para se referir à chuva ou que a lua está sangrando em um eclipse lunar).

O desejo de Deus sempre foi ser misericordioso e não fazer o mal, e para tanto carece do arrependimento 16 do homem de seus caminhos pecaminosos, quando o homem confessa o seu pecado e se arrepende, Deus tira de sobre ele o mal, nada mais coerente com a sua própria Palavra A saber: “Se com a tua boca confessares ao Senhor Jesus, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo. ” (Romanos 10.9) Na prática Deus não se arrependeu, Ele simplesmente salvou o homem pelo arrependimento do homem e desta forma cumpriu sua promessa. Nós é que somos falíveis e quando tentamos ler a Bíblia com nossas expectativas, transportamos essa falha para a Palavra. Você busca algo para si na Palavra e por ser algo para você e por meio de você, certamente, não acontecerá e aí então há uma ilusão de que a Palavra de Deus falhou. “Pedis, e não recebeis, porque pedis mal, para o gastardes em vossos deleites. ” (Tiago 4.3) Toda vez que você for para a Palavra com sua expectativa, falhará em entendê-la e será abençoado por ela.

No entanto, se você a buscar pelo Espírito Santo será fortemente impactado e desafiado a experimentar as surpreendentes expectativas de Deus sobre a sua vida e nesse cenário ela jamais falhará. 17 Recapitulação analítica:

·      Qual é a resposta definitiva para o caos no mundo? Jesus, Deus, Espírito Santo. • Como saber qual é a vontade de Deus? Por intermédio de sua Palavra, a Bíblia.

·      Por que a Bíblia? Ela foi escrita para nos ensinar, ela é compreendida pela fé e também pela lógica. Ela é infalível e é INSPIRADA POR DEUS.